sexta-feira, 30 de outubro de 2015


You are the strength
That keeps me walking
You are the hope
That keeps me trusting
You are the life
To my soul
You are my purpose
You're everything

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this

You calm the storms
And you give me rest
You hold me in your hands
You won't let me fall
You steal my heart
And you take my breath away
Would you take me in
Take me deeper, now

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Dissertação informal

     Passei muito tempo analisando pessoas e situações para formar minha opinião e sempre acreditei que o caráter não é formado, mas sim, nos é dado, entregue de presente, para que cuidemos e assim façamos a nossa índole, a nossa educação. Passei muito tempo me mantendo em silêncio pois sempre acreditei que ao expor uma opinião eu deveria aceitar a opinião das pessoas, se fossem opostas a minha ou não. Cresci com muita facilidade quando passei por algumas dificuldades e nunca deixei que isso me fizesse perder a noção de como agir. Tive muitas vezes um certo incomodo ou angustia, nunca medo, de me expressar de maneira certa, mas as pessoas entenderem de forma errada. Acreditei sempre num modo de vida, onde nós não somos continuação. Explicando melhor, nós não somos continuação do erro das pessoas que nos projetaram. Temos uma vida, um destino e assim escolhemos, embora haja centenas de estradas para seguir, o caminho certo. Descobri com o tempo que eu devo resolver meus problemas internos, que eu devo entender o que me afeta, o que me aflige e ninguém, por mais próximo que seja, poderia me ajudar se eu realmente não quisesse ser ajudada. Pedi ajuda muitas vezes para entender algumas questões, mas eram minhas questões, era meu jeito de ver a vida e era minha vida, ninguém, independente de quem fosse teria o direito de se meter, de tentar resolver. Descobri também que não existe só uma verdade e aprendi a tentar olhar todos os lados, porque assim como eu tenho uma história, qualquer outra ser que respire também tem uma história e eu não tenho o direito de manipular sentimentos, de inventar histórias, de prejudicar o próximo. Sim, eu fui muito prejudicada, por pessoas que não sabiam de nada, que não sabem nem 1% do que eu penso e faço, porque sei que muitas pessoas que passam pelas nossas vidas são superficiais, porque talvez, não seja a intenção ou até mesmo o destino dela ficar perto de mim e concordar comigo. Já vi centenas de pessoas reclamando sem nada fazer, já vi centenas de pessoas fazendo mais do que deveria e calado, já vi homem chorar por mulher que fez mal e também mulher chorar por situações ruins. Já me feri com pessoas, que mentiram, omitiram e inventaram. Passei por relacionamentos que não deram certo e eu me silenciei, porque somente eu posso dizer o que aconteceu, porque somente eu soube cada detalhe e eu não precisei dizer nada. Levantaram a mão pra mim, como meu pai me ensinou que era errado, fizeram. Me magoaram com as piores palavras, já fui traída, por amizade, por namorado. Já me fizeram acreditar que eu era nada e eu me tornei um nada, sem expressão, sem reação. Eu, ferida, resolvi me levantar e mesmo estando com a razão eu me calei e transformei tudo de ruim que havia me acontecido em parte da estrutura que eu venho construindo, fortalecendo. Ninguém, exatamente ninguém colocaria a mão no fogo para me ajudar, então cada vez mais eu percebi que eu deveria aprender a me defender, não com socos ou palavras ruins, mas fazendo por mim o que eu sei que eu mereço. não esperando dos outros uma aprovação, uma ajuda. Cresci engolindo o choro, por ver distante quem me fazia muita falta e aprendi a valorizar aqueles que mesmo longe voariam se preciso pra me salvar. Eu me preparava todos os dias para quando chegasse aquele dia, eu estivesse pronta para passar tudo que eu sei do papel pra vida real. Meus pais por conta deles, me moldaram da melhor forma: "respeite sempre ao próximo, mas nunca deixe que passem por cima de você e ainda por cima da verdade". Não é direito meu tentar esclarecer nada, ou manipular alguma coisa, ou disseminar minha opinião, minha verdade, seja por raiva, tristeza ou até mal caratismo. Eu passei muito tempo observando o ser humano em silêncio, cada expressão facial, cada palavra, cada devaneio, cada movimento e mesmo sem nenhum direito de julgar eu também julguei, até sentir na pele o que era ser julgada. Mesmo eu tendo aprendido que as pessoas julgam, as pessoas falam, eu policio cada palavra porque eu sei que atras de cada expressão de raiva, há uma pessoa magoada que não entendeu que quanto mais tempo você perde disseminando o mal, menos tempo de vida você tem, até que os anos vão se passando e tudo vai se tornando magoa, até que as histórias bonitas vão se tornando raiva e você vive de tristeza, e você vive de raiva e você perde o que é bom e então você se perde. Eu ouvi uma vez, quando eu achava que eu não tinha ninguém, que eu morreria sozinha, que se eu saísse porta a fora, ninguém nunca me aceitaria. Eu me aceitei e então eu sai. Eu fiquei cega, doente, triste, perdi tempo, perdi vida, perdi minha essência. Eu empobreci minha alma. Eu via com meus próprios olhos que estava me fazendo mal, minha mente falava repetidas vezes que eu deveria me amar. Eu me amei. Eu percebi que eu estava sozinha, mas não porque as pessoas que me amavam de verdade haviam me abandonado, mas por perceber que eu já havia ido embora a muito tempo e só o meu corpo insistia em ser humano, em ser errada. Eu sentia as orações em mim, eu sentia algo muito forte me pedindo pra reagir e eu reagi. Eu havia morrido posso lhes dizer. Eu havia morrido porque a menina cheia de vida, pensava 24 horas na morte enquanto a vida passava sem me esperar. Eu estava me levando exatamente para a morte. Eu morri. Eu morri quando eu achei que por um alguém eu havia perdido tudo, que por causa de 22 anos, 1 pessoa conseguiria ter destruído algo. Refleti. Eu refleti que, se eu nunca havia permitido que me guiassem, porque eu permitiria agora. Mania de deixar a vida no domínio de outra pessoa, como se fosse um jogo. E até onde você se submete para provar o certo, onde não existe o certo? Até que ponto você vai, sem enxergar a verdade, para transformar a sua história em um grande drama?Eu chorei, eu me desiludi, me iludi de novo, até perceber que eu estou começando. Um passo de cada vez. Até perceber que todo mundo passa por dificuldade e não é somente eu que choro, que não é somente eu que sinto. Até eu perceber que aquele probleminha era tão pequeno diante das coisas que acontecem la fora.
     Depois de um tempo eu entendi a preocupação dos meus pais, em me deixar sair, em me dizer "juízo" se eu ia na padaria comprar algo, como se eu estivesse indo pro pior lugar. Eu entendi quando eles diziam "cuidado com o que você diz, a mentira sempre, sempre é descoberta". Depois de um tempo, eu compreendi porque eles falavam pra eu me cuidar, que o problema não era eles não confiarem em mim, o problema era "os outros". À muito pouco tempo eu aprendi o que é "um dia papai e mamãe vão embora" e então, o que vai sobrar? Eu parei pra olhar a história deles de verdade, pra entender o quanto eles lutaram por mim, o quanto eles trabalharam e abriram mão de suas vidas, sem ninguém pedir, sem ninguém obrigar, para cuidar uma coisinha tão frágil. Uma vida. Eles não se importaram com as dificuldades ao me olharem, eles não se importaram de chorar em silêncio por mim, pra não mostrar que eram fracos. Eles não permitiam que nada me afetasse. Não importavam se estavam longes um do outro e se tiveram que abrir mão de uma vida em casal, para ouvir choros, trocar fraudas, ir na escola me buscar ou quando com razão me deram algumas palmadas. Depois de um tempo, eu percebi que eu era o espelho deles e tudo que eles me passaram de bom eu queria/quero levar eternamente. Eu tive muitas vezes medo de ser uma vergonha para eles. Eu chorei muitas noites por ter feito escolhas que me prejudicaram e quando percebi quem estava estendendo as mãos eram eles. Que o meu maior exemplo eu tinha em casa. Eu não posso falhar. Eu não admito erros. Depois de um tempo observando as pessoas, eu descobri que a maioria delas, são apenas o reflexo do que elas tiveram como exemplo. Vou tentar explicar o que se passa dentro da minha cabeça, e antes que haja alguma opinião contra, é minha opinião, é minha forma de ver as coisas, porque embora eu não fale nada, eu sei de muita coisa. As vezes não se pode explanar conhecimento ou pensamentos, porque a pessoa de má índole usara em se beneficio até a palavra de Deus. Eu não tenho o direito, como já dito, de apontar pessoas, porque não conheço suas histórias, não assisti-as 24 horas durante sua vida toda, então eu me baseio naquilo que me ensinaram. Como toda pessoa, eu erro, mas isso não me dá o direito de apontar, porque se eu abrir espaço para que eu possa apontar alguém, devo aceitar que me apontem também. Jesus quando crucificado, foi julgado, depois de tantos milhares de anos, o ser humano o espera voltar para concertar os seus erros. Como eu quero que seja diferente, se eu faço igual? Depois de tantas vezes ter apontado, percebi que esse era o problema, que quando eu apontava, além de fazer mal a alguém, distorcendo sua história eu também magoava uma pessoa. Uma pessoa que assim como eu, tem dor, tem amor, tem problemas eu também estava dando abertura pra que me colocassem de exemplo, tanto do erro quanto do acerto. Acreditei uma vida inteira, que as pessoas mudam, mas se a essência é boa, elas não se contradizem, elas evoluem, elas se tornam alguém melhor. As vezes agradeço a tecnologia, mas devido a ela, muitas coisas tem sido distorcida, tem sido usada de forma errada, tem formado opiniões e caráter de pessoas de uma forma torta e isso se torna as pessoas cada dia mais um numero. As pessoas são números, sem coração, sem raciocínio. Sem pensar que assim como elas, as outras pessoas sentem.
     Passei muito tempo tentando corrigir meus erros sozinha, e ainda estou aprendendo. Aprendi que estou em constante evolução. que entraram e sairão pessoas da minha vida, que mesmo que eu esteja com 100 anos eu ainda terei o que aprender. Eu terei que passar por um milhão de dificuldades, mas elas nunca serão maiores que a do meu colega, do meu vizinho. Descobri que eu não sou mais importante e nem menos importante, que eu faço parte de uma sociedade de corpos tentando se encontrar, se construir, se reconstruir. Aprendi que eu não tenho direito de ser melhor nem pior que alguém, que há pessoas que dependem de mim, que há pessoas que eu dependo, que há pessoas que um dia irei depender, querendo ou não, aceitando ou não. Aprendi a ter gratidão por aqueles que me viraram as costas, mesmo ainda machucada. Eu sei que um dia, uma lembrança boa, será. Eu aprendi a ser grata por cada milésimo de segundo, porque que eu lembrarei, será apenas essa vida, que será apenas esse corpo. Eu devo fazer minha felicidade, eu devo conduzir a minha vida, eu devo analisar  o caminho e pisar com muita calma. Eu parei pra analisar um todo, muito de tudo e colocar no papel, expressar da minha forma, sem esperar más interpretações, pra que as pessoas nunca digam que eu não tentei, mesmo sabendo que pra mim, diferença nenhuma faz um ou outro palpite, mas que fique registrado da minha maneira, que eu não vou dar as costas, que eu não vou desistir, porque eu nunca desisti, eu nunca parei, mesmo quando eu achei que eu havia parado e que eu não vou deixar que ninguém transforme a minha vida num reality show, porque eu mesma nunca fiz isso.